Presidente Maduro reafirma que Constituinte é o caminho para a paz

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Caracas, 18 May. AVN.- O presidente da República, Nicolás Maduro, reafirmou nesta quarta-feira que o novo processo constituinte, com a participação de todos os setores do povo especialmente os trabalhadores, vai permitir consolidar a paz na Venezuela.

"Nesse caminho constituinte, (é necessário) o poder da classe operária que dê um novo impulso, uma força nova; marque o renascimento do bolivarianismo no processo nacional constituinte, processo inevitável, necessário, único caminho para a paz da Venezuela", disse o chefe de Estado.

Maduro destacou que, através do processo constituinte, o povo derrotará a violência dos grupos terroristas ligados à direita, como parte de uma agenda golpista.

"É a arremetida fascista, terroristas(...), destes fracassados do ódio", disse, ao condenar a nova tentativa intervencionista do governo dos Estados Unidos, que convocou uma reunião nesta quarta-feira no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas para tratar assuntos internos da Venezuela.

"Derrotamos o império norte-americano, ficaram sozinhos devido ao moral, a verdade da Venezuela, triunfou a verdade da Venezuela", enfatizou.

O presidente venezuelano exortou os trabalhadores a participar do processo constituinte para consolidar a paz e a estabilidade da República, atacada por grupos violentos que têm o objetivo de promover uma intervenção estrangeira militar.

"Tenho fé absoluta de que a Assembleia Nacional Constituinte vai ser um grande triunfo da paz, e um grande renascimento do bolivarianismo, e um grande renascimento do legado de nosso comandante Hugo Chávez", destacou.

Maduro lamentou que Fedecamáras, a autodenominada Mesa da Unidade Democrática e a Conferência Episcopal Venezuelana tenham rejeitado o convite para participar dos debates com a comissão presidencial da constituinte, que já se reuniu com 22 setores sociais em debates realizados em todo o território nacional.

A Constituinte, convocada segundo os artigos 347 e 348 da Carta Magna, terá nove objetivos: a paz nacional, o aperfeiçoamento do sistema econômico, constitucionalização das missões sociais, o fortalecimento do sistema de justiça, a luta contra o terrorismo e o tráfico de drogas; as novas formas da democracia participativa e protagônica; a defesa da soberania, a integridade da nação e o rechaço ao intervencionismo; o caráter pluricultural do país; a garantia de futuro e a preservação da vida no planeta.

Para a discussão de cada um destes pontos serão incluídos oito setores populares: a classe trabalhadora, camponeses e pescadores, comunas e conselhos comunais, estudantes, aposentados, empresários, indígenas e representantes da comunidade de pessoas com deficiência.

18/05/2017 - 08:18 am