Tendência informativa da mídia espanhola fracassa em seus ataques contra Venezuela

Caracas, 13 Nov. AVN.- As tendências informativas que a mídia espanhola pretende mostrar da Venezuela como um país dominado por uma ditadura, onde é impossível ter posturas dissidentes, fracassaram de novo neste domingo, com a entrevista que o presidente da República, Nicolás Maduro, concedeu ao jornalista Jordi Évole.

O ministro da Comunicação e Informação, Jorge Rodríguez, afirmou que o fato de aceitar a entrevista destrói a visão de suposto aspecto ditatorial do chefe de Estado, que se submeteu a mais de 100 perguntas sob falsas suposições como a existência de presos políticos no país.

A entrevista aconteceu sem nenhum tipo de ameaças, situação que constrasta com a ocasião em que Évole conversou com o chefe de governo da Espanha, Mariano Rajoy, afirmou o ministro Rodríguez ao ler um editoral, recordando que o apresentador do programa Salvados, transmitido pela Antena 3, solicitou a entrevista com o mandatário venezuelano, que aceitou o convite publicamente.

Os meios internacionais de comunicação esperavam a entrevista com o presidente "esfregando as mãos, supunham que Maduro seria tirado do sério" e, inclusive, o cenário -um espaço do Palácio de Miraflores com pouca iluminação por supostas falhas técnicas- "estava desenhado para dar um ambiente de tenebrosidade".

A entrevista, no entanto, gerou respostas distintas em meios como El Mundo, e nas redes sociais, onde se reconhece a ferocidade das perguntas ao chefe de Estado e o equilíbrio em suas respostas, disse Rodríguez.

Diante deste comportamento, meios da extrema-direita "transformaram e fizeram sua a frase de Galeano: o mundo ao avesso", onde os ditadores "defendem a democracia e dão entrevistas completamente livres a jornalistas, inclusive se chegam com uma intenção hostil" e os democratas "queimam gente viva para evitar que votem".

 

 

 

13/11/2017 - 02:56 pm