Trump lança ameaça aberta de ação militar contra o povo da Venezuela

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Caracas, 12 Ago. AVN.- O governo dos Estados Unidos aumentou sua ofensiva contra o povo da Venezuela, ao incluir a possibilidade de uma intervenção militar, como resposta a tomada de decisões soberanas como a instalação da Assembleia Nacional Constituinte.

"Temos muitas opções sobre a Venezuela, incluída uma possível opção militar se é necessário", declarou nesta sexta-feira o presidente Donald Trump, cujo governo aplicou sanções econômicas ao chefe de Estado venezuelano, Nicolás Maduro, como "castigo" por não ter suspendido a convocação para a Constituinte, a maior instância de poder estabelecida na Constituição da República.

Estas novas ameaças foram feitas por Trump no seu clube de golf de Bedminster, em Nueva Jersey, onde está de férias, e fazem parte de uma série de agressões sistemáticas contra a Venezuela, em vários âmbitos: político, econômico, diplomático e, agora, militar.

Os Estados Unidos assumiram abertamente a vanguarda dos ataques da direita nacional e internacional contra a Venezuela, em particular desde o dia 30 de julho quando mais de oito milhões de venezuelanos votaram pela Constituinte. Há uma semana, o secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson, já havia dito diretamente que diversas agências estadunidenses "estão estudando a maneira de obrigar o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, a abandonar o poder".

"Estamos avaliando todas nossas opções politicas para ver que podemos fazer para criar uma mudança de condições na Venezuela onde, ou bem Maduro decida que não tem futuro e queira ir por vontade própria, ou nós possamos fazer com que o governo volte a sua Constituição", disse o empresário, ex-secretário executivo da petroleira Exxon Mobil, que se reuniu nesta sexta-feira com Trump, encontro em que também estavam presentes a embaixadora norte-americana nas Nações Unidas, Nikki Haley, e o conselheiro de Segurança Nacional, Herbert Raymond McMaster.

Em 24 de julho o diretor da Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA), Michael Richard Pompeo, revelou a realização de uma série de reuniões com a Colômbia e o México para avaliar as manobras que serão aplicadas para "conseguir um melhor resultado" com o objetivo de alcançar uma mudança de governo na Venezuela.

As investidas de Washington contra Caracas remotam ao ano de 1999, quando surgiu a Revolução Bolivariana, impulsionada pelo Comandante Hugo Chávez , que terminou com os interesses dos Estados Unidos, ao declarar seu caráter anti-imperilista.

Desde então os Estados Unidos ativaram várias frentes, amparando a direita venezuelana em um continuado plano golpista que se manteve durante todo o mandato de Chávez e que aumentou após a chegada de Nicolás Maduro ao poder por decisão do povo. Por isso, a campanha de descrédito contra a nação ao decretá-la como uma "ameaça inusual" para sua segurança, decisão tomada em 2015 pelo governo do ex-presidente Barack Obama.

A ofensiva imperial aumentou diante da convocação em massa conseguida nas eleições para a Constituinte - mais de oito milhões de pessoas votaram- apesar das múltiplas ameaças da coligação antichavista contra aqueles que queriam exercer seu direito ao voto.

Diante disso, o ministro de Comunicação e Informação, Ernesto Villegas, manifestou seu repúdio às novas ameaças contra o povo venezuelano. "Ameaça proferida por Trump une todos os venezuelanos de bem em rechaço à ingerência e em defesa da Pátria", disse em sua conta no Twitter.

 

 

 

12/08/2017 - 05:41 am