Venezuela inicia processo de reestruturação da dívida externa

Presidência da República

Caracas, 14 Nov. AVN.- Em nota, o governo venezuelano informou sobre o início do processo de reestruturação da dívida externa, após solicitação feita pelo presidente da República, Nicolás Maduro.

Nesta segunda-feira, integrantes da Comissão Presidencial designada pelo chefe de Estado para esta tarefa manteve um encontro com os detentores de bônus e credores no Palácio Branco de Miraflores, em Caracas.

Os resultados desta reunião podem ser vistos no seguinte comunicado.

Comunicado sobre refinanciamento da dívida externa

O Governo da República Bolivariana da Venezuela quer informar ao mundo que hoje, no Palácio de Governo de Miraflores, começou com rotundo êxito o processo de Refinanciamento da dívida externa da Venezuela, como estratégia para cumprir cabalmente com nossas obrigações, apesar das tentativas que realizou o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) para impedi-lo - escritório dependente do Departamento do Tesouro da Administração Trump, em uma tentativa de agredir a economia da Venezuela e dificultar o que tem sido uma constante na conduta de nossa Pátria em relação a seus compromissos: honramos, mais além das dificuldades que atravessamos e dos bloqueios que tentem perpetrar com mal-intencionadas intenções.

Nos últimos 36 meses, a Venezuela pagou, por conceito de Capital Reembolsado e de Juros Pagos, a quantidade de US$73,3 bilhões; uma consequência imediata de cada pagamento e de cada cumprimento tem sido o aumento do risco-país por parte das agências de classificação de riscos, que foram profundamente ineficientes para prevenir ruínas financeiras escandalosas em centros de poder financeiro dos Estados Unidos, Europa, e Ásia, mas que são utilizadas como instrumento de ação arteira contra nosso país: enquanto mais pagamos, mesmo quando temos sido pontuais em honrar nossos pagamentos, as agências classificadores de riscos, seguindo o modelo do bloqueio financeiro empreendido pela Administração Trump, encarecem com relatórios desprovidos de qualquer forma de rigor e veracidade, o custo de nossa dívida e intervêm para obstaculizar a Venezuela, em sua condição de país bom pagador e solvente, o acesso ao financiamento externo, comum e frequente para quase todos os países do mundo.

Consideramos esta reunião, na qual participaram detentores de dívida venezuelana provenientes da Venezuela, Estados Unidos, Panamá, Reino Unido, Portugal, Colômbia, Chile, Argentina, Japão e Alemanha, como altamente positiva e muito auspiciosa. Sirva este início do refinanciamento de nossa dívida para ratificar nossa plena intenção de proceder a cumprir, como sempre fizemos, com todos nossos compromissos, e superar, através de mecanismos sérios, claros e abertos, empreendidos de maneira comum com nossos detentores, as complexidades que artificialmente geraram aqueles, na Administração Trump e seus aliados políticos venezuelanos, que buscam atentar contra nossa economia e alterar a tranquilidade de nosso povo. Não conseguiram, não conseguirão, o clima positivo em que transcorreu este início do processo de refinanciamento assinala que vamos seguir em frente e continuaremos construindo o Estado do Bem-Estar que merece o povo da Venezuela.

14/11/2017 - 07:24 am