Venezuela rejeita plano dos EUA de utilizar Conselho de Segurança para impor sua agenda ingerencista

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Caracas, 14 Nov. AVN.- O governo dos Estados Unidos pretende utilizar a plataforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas para impor sua agenda ingerencista e intervencionista contra a Venezuela e seu povo, intenção que foi repudiada com firmeza pela pátria bolivariana.

Nesta segunda-feira, os Estados Unidos solicitaram uma reunião para abordar assuntos internos da Venezuela, e por tratar-se de uma clara violação dos princípios e propósitos da Carta das Nações Unidas, países como a República Popular da China e a Federação Russa, que são membros permanentes, não compareceram.

A convocação também foi rechaçada com a ausência das delegações da Bolívia e Egito, que são parte dos países membros não permanentes.

O embaixador da Venezuela na Organização das Nações Unidas, Rafael Ramírez, denunciou em coletiva de imprensa, com a presença dos embaixadores da Bolívia, China e Rússia, o caráter ilegal desta reunião convocada pela delegação dos Estados Unidos, e afirmou que é uma farsa ao pretender "que o mundo acredite, e em particular os venezuelanos, que o Conselho de Segurança está tratando o tema da Venezuela".

"Esta reunião que acontece neste momento nas Nações Unidas é parte da agenda política da missão dos Estados Unidos que, por certo, tem muito da agenda pessoal desta missão", disse. "Rechaçamos este ato de manipulação política" dos Estados Unidos que "abusam de suas prerrogativas e poder para tentar impor sua agenda geopolítica em detrimento do multilateralismo".

Ramírez acrescentou que a reunião constitui um "ato hostil dos Estados Unidos, e claramente um ato ingerencista que viola o princípio de soberania de um Estado membro das Nações Unidas", como é a Venezuela, país que —destacou— é alvo de uma campanha sistemática dos EUA, e que inclui "medidas coercitivas, unilaterais e ilegais contra funcionários governamentais e contra a economia nacional em detrimento de todo o povo venezuelano".

Também recordou à comunidade internacional que a Venezuela, como país independente, livre e soberano, avançará na resolução dos problemas internos com ações baseadas nas leis e na Carta Magna. "Não aceitamos ingerências nem tutelas de nenhum tipo", e reiterou o rechaço do país às intenções dos Estados Unidos de utilizar plataformas multilaterais, como o Conselho de Segurança, para "elevar temas bilaterais".

O representante da Venezuela nas Nações Unidas afirmou que esses espaços "não devem ser utilizados para tal fim" e alertou que "os Estados Unidos desvirtuam o papel central do Conselho de Segurança como garantidor da paz e da segurança internacional".

Ramírez lamentou que a Casa Branca pretenda apresentar-se ao mundo como defensora dos direitos humanos, "quando seu país aplica a pena de morte, discrimina suas minorias, maltrata e agride os migrantes, contemplam a tortura, têm prisões como Guantánamo (em Cuba) e um longo expediente de guerra e invasões" no mundo.

O embaixador venezuelano ratificou o compromisso da Venezuela a favor da paz, da democracia, dos direitos humanos e do desenvolvimento econômico e social do povo.

O embaixador permanente da Bolívia nas Nações Unidas, Sacha Llorenti, recordou que a reunião que os Estados Unidos realizaram nesta segunda-feira responde a uma proposta apresentada há vários meses para tratar os temas internos da Venezuela a portas fechadas, que foi rejeitada..

"Nós rechaçamos esta atitude dos Estados Unidos, que não somente tentam instrumentalizar o Conselho de Segurança das Nações Unidas mas que, de uma maneira grosseira, também tentam intrometer-se nos assuntos internos da Venezuela, e existe uma razão fundamental para isso: seus ânimos de ingerência, a resposta destas motivações são claras e têm a ver com que a Venezuela é o país que tem as maiores reservas de petróleo no mundo", alertou.

14/11/2017 - 09:30 am