Grupos violentos da oposição atacam hospital materno infantil em Caracas

Caracas, 21 Abr. AVN.- Os pacientes e a equipe médica do Hospital Materno Infantil Comandante Supremo Hugo Chávez em Caracas viveram uma noite de terror, assédio e violência com a chegada de um grupo terrorista que atacou nesta quinta-feira suas instalações. O assédio foi realizado com objetos contundentes, queima de pneus e lixo, além da tentativa de entrar na emergência pediátrica e obstétrica, onde estavam jovens parturientes, recém-nascidos e crianças com diferentes patologias.

A diretora do hospital, Rosalinda Prieto, informou à Agência Venezuelana de Notícias que os atos vandálicos começaram por volta das 21h depois que um grupo de encapuchados lançaram grandes pedras e outros objetos na fachada do hospital que está no primeiro andar. "Estavam cegos pelo ódio (...) temíamos pela vida dos pacientes", disse Prieto, que explicou que tiveram de colocar uma barricada para evitar a entrada deste grupo na emergência.

"Começaram a incendiar lixo e a fumaça entrou na emergência, não foi como disseram que foram os gases lacrimogêneos, exatamente nesse momento estava uma senhora tendo seu bebê e crianças recebendo atendimento médico (...) rapidamente a ordem foi transladar todos os pacientes aos andares superiores, fechamos as portas e janelas enquanto chegavam as forças de segurança".

Nesse intervalo, conseguiram escutar que os vândalos gritavam palavras de baixo calão contra o governo, insultos classistas, e chamavam os moradores da comunidade para que descessem dos morros. "Grosserias que prefiro não repetir", contou Prieto, que destacou o gesto dos vizinhos da Missão Vivienda que se aproximaram para defendê-los do assédio que durou ao menos três horas.

Depois, as forças de segurança conseguiram dissipar a violência e iniciaram a evacuação dos pacientes que já estavam protegidos. "Quando chegaram os tanques da Guarda Nacional foi quando a situação se acalmou e pudemos começar o translado de 54 pacientes, a maioria crianças, que estavam na emergência pediátrica e na hospitalização", disse Prieto.

As mães que acabavam de parir foram transferidas com seus filhos, além de toda a equipe médica, em ambulâncias da Proteção Civil que já estavam no lugar. "Tínhamos quadros asmáticos mas receberam tratamento e todos já estão estáveis".

Depois do ataque, os únicos pacientes que permaneceram no hospital foram seis recém-nascidos que estão na unidade de cuidados intensivos. "Não os retiramos porque conseguimos levá-los, em suas incubadoras, para uma área bastante isolada do exterior que não permitiu a entrada da fumaça. Suas mães também estão protegidas no hospital".

A doutora, que agradeceu a atuação das forças de segurança, manifestou seu repúdio aos atos de terror contra a humanidade. "Na minha vida como médico, nunca havia visto uma situação como esta, para mim era inimaginável (...) Faço um chamado à paz e ao fim da violência".

A especialista em neonatologia e médica integral comunitária, Yorky Guerrero, de plantão no momento, manifestou sua preocupação pelo assédio ao hospital, onde estavam crianças com dificuldades respiratórias que tiveram o quadro clínico agravado pela fumaça provocada pela queima de lixo e pneus.

Yorky Guerrero esclareceu que este incidente não vai impedir que continuem o trabalho. O hospital está funcionando plenamente, sob a proteção da Guarda Nacional Bolivariana. "Os médicos não têm medo e vamos permanecer aqui, firmes ao compromisso com nossos pacientes".

O Hospital Materno Infantil, inaugurado em 2012 pelo Presidente Chávez, é um centro que atende jovens grávidas e crianças de todas as idades.

 


21/04/2017 - 09:21 am