45 guardas nacionais foram baleados durante ações da oposição nas ruas

Foto archivo Pedro Mattey, AVN

Caracas, 19 Jun. AVN.- O comandante geral da Guarda Nacional Bolivariana (GNB), Antonio Benavides Torres, informou que 12.500 efetivos atuam em todo o país para manter a ordem pública diante das constantes tentativas de desestabilização de setores da direita que tentam tomar o poder através da violência.

"O número de militares representa 16% do nosso pessoal ativo, composto por mais de 75 mil homens e mulheres. Somente 18 pessoas estão sob investigação por ações isoladas, que não correspondem ao sentimento de nossa guarda", explicou durante o programa "José Vicente Hoy", trasmitido neste domingo pelo canal Televen.

Segundo dados da GNB, 45 efetivos foram baleados e um guarda faleceu após levar um tiro em San Antonio de Los Altos, estado de Miranda . Já 252 funcionários foram feridos com objetos contundentes durante as ações violentas que têm sido realizadas desde abril como parte da sedição de grupos opositores contra o governo. 

Benavides Torres reafirmou o direito às manifestações no país, "mas que é preciso entender que não é um direito absoluto, porque o Estado Venezuelano é um Estado de direito que regulamenta as atuações para esses fins, estabelece que todos têm direito a manifestar mas pacificamente, sem atuações violentas".

"Vimos nestes últimos dois meses uma atitude hostil, violenta de um grupo de pessoas, até menores de idade que participaram contratados por pessoas da oposição com a finalidade de manter um estado de angústia, de terror na sociedade venezuelana", disse.

O comandante da GNB afirmou que o processo constituinte, convocado pelo presidente da República Nicolás Maduro, é o mecanismo idôneo para alcançar a paz da nação.

"Queremos dar caráter constitucional a nossa Milícia Bolivariana, às Missões e Grandes Missões, à juventude venezuelana", explicou.

Benavides Torres instou os setores da direita a participar do diálogo nacional. "Faço um chamado para todos os setores da oposição: deixemos esse ódio atrás, não temos nenhum rancor. Vamos sentar para buscar esse diálogo sincero, essa negociação onde a Venezuela é quem deve ganhar", comentou.

19/06/2017 - 08:20 am