EUA estimam destinar US$ 5,5 milhões para financiar "democracia" na Venezuela em 2017

Caracas, 18 May. AVN.- As estratégias do governo dos Estados Unidos e o financiamento de suas agências a setores da oposição política venezuelana para derrubar a Revolução Bolivariana mais uma vez ficam em evidência. Desta vez, o Departamento de Estado norte-americano, sem titubeios, reconhece os investimentos para conseguir ese objetivo.

No relatório do orçamento para o ano fiscal 2017, de 196 páginas e apresentando ante o Congresso –divulgado na página web do Departamento de Estado–, se detalha claramente que para este ano a estimativa é de US$ 5,5 milhões para financiar as chamadas "sociedades civis" na Venezuela, que estão agrupadas em organizações não-governamentais e subordinadas aos interesses de setores da oposição.

Essa cifra —indica o documento, na página 94— está dirigida especificamente para "fortalecer as práticas democráticas", lema que os setores extremistas da oposição venezuelana basearam as ações golpistas realizadas desde abril, em que 39 pessoas foram assassinadas, enquanto 800 ficaram feridas, além de danos ao patrimônio público e privado.

"As atividades do ano fiscal 2017 vão ajudar a sociedade civil a promover a transparência institucional, diversos distritos eleitorais no processo democrático, e defender os direitos humanos", afirma o relatório. Em 2015 foram destinados US$4,2 milhões e em 2016 US$ 5 milhões para supostamente "apoiar os esforços políticos que protegam o espaço democrático", desconhecendo os resultados eleitorais e o triunfo do presidente Nicolás Maduro.

O financiamento aos antichavistas por parte dos EUA superou entre 2002 e 2011 os US$100 milhões, segundo denunciou em 2012 a advogada e escritora estadunidense Eva Golinger.

Desde o nascimento da Revolução Bolivariana, em 1999, a Venezuela virou alvo do ataque da direita nacional e internacional, agressão que aumentou nos últimos anos.

O financiamento de agentes externos para as ações golpistas dos extremistas opositores tem sido denunciado em várias oportunidades pelo presidente Nicolás Maduro e por funcionários do governo bolivariano.